Consumo de água e WUE
Torres de resfriamento perdem água por evaporação e purga. Cada ciclo de concentração a menos é mais água de reposição na conta e um WUE pior no relatório.
O resfriamento é onde o data center mais depende da água. Quando a qualidade dela falha, o problema aparece na conta de energia, na manutenção e, no pior caso, na disponibilidade.
Torres de resfriamento perdem água por evaporação e purga. Cada ciclo de concentração a menos é mais água de reposição na conta e um WUE pior no relatório.
Cálcio e magnésio precipitam com o calor e formam depósitos em condensadores e trocadores a placas. A camada isola a superfície e derruba a troca térmica.
Água agressiva ou mal condicionada ataca tubulações, bombas e trocadores, encurta a vida útil dos ativos e cria risco de vazamento em áreas críticas.
Matéria orgânica e microrganismos formam biofilme, que isola as superfícies de troca, favorece a corrosão sob depósito e exige controle microbiológico contínuo.
Rede pública, poço ou água de reúso variam de composição ao longo do ano. Sem pré-tratamento, o circuito de resfriamento sente cada variação.
A água drenada da torre concentra sais e resíduos de tratamento e precisa de destino adequado, incluindo os padrões da Resolução CONAMA 430/2011 quando lançada em corpo receptor.
Relatórios de sustentabilidade e a habilitação ao Redata colocam o WUE sob aferição anual e divulgação pública. Água sem controle vira número ruim no relatório.
Parada de resfriamento é parada de TI. Água fora de especificação é um risco que se acumula em silêncio até virar ocorrência no data hall.
consumo direto de água dos data centers dos EUA em 2023, contra 21,2 bilhões em 2014.
Fonte e contextoO relatório 2024 United States Data Center Energy Usage Report, do Lawrence Berkeley National Laboratory (LBNL), estima que o consumo direto de água dos data centers dos EUA passou de 21,2 bilhões de litros em 2014 para cerca de 66 bilhões de litros em 2023. Data centers de hiperescala e de colocation responderam por 84% desse volume em 2023. É um dado dos Estados Unidos: não há estatística oficial equivalente para o Brasil.
WUE médio dos data centers dos EUA ficou pouco acima desse valor até 2023: litros de água por kWh consumido pela TI.
Fonte e contextoNo mesmo relatório, o WUE médio dos data centers dos EUA ficou pouco acima de 0,36 litro por kWh de TI até 2023, com projeção de 0,45 a 0,48 L/kWh nos anos seguintes. O WUE (Water Usage Effectiveness) é o volume anual de água usado no local, em litros, dividido pela energia anual consumida pelos equipamentos de TI, em kWh.
WUE máximo que o data center assume para se habilitar ao Redata, com aferição anual.
Fonte e contextoA Lei nº 15.504, de 15 de setembro de 2026, instituiu o Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter). Para se habilitar, a empresa assume, entre outros compromissos, apresentar Índice de Eficiência Hídrica (WUE) igual ou inferior a 0,05 L/kWh, com aferição anual (art. 11-B, §1º, IV, da Lei 11.196/2005). Quem é habilitado deve publicar relatório de sustentabilidade com o WUE (§10). A condição vale para quem pede o benefício, e os detalhes dependem de regulamento.
ao passar de 3 para 6 ciclos de concentração na torre, com 20% menos água de reposição.
Fonte e contextoO Federal Energy Management Program (FEMP), do Departamento de Energia dos EUA, informa que é comum operar torres de resfriamento com 2 a 4 ciclos de concentração e que passar de 3 para 6 ciclos reduz a água de reposição em 20% e a purga em 50%. A mesma referência lembra que reaproveitar a purga com osmose reversa economiza água, mas consome energia e pode piorar o PUE: por isso o balanço entre água e energia é avaliado em cada projeto.
Envie os dados da sua operação. Um especialista da Filtrando avalia a água de reposição, os ciclos de concentração e a purga e indica o que dá para melhorar.
O que muda na sua operação quando a água entra no circuito na qualidade certa.
Superfícies sem incrustação e sem biofilme mantêm a eficiência de condensadores e trocadores e protegem a capacidade de resfriamento projetada.
Água de reposição tratada permite operar a torre com mais ciclos de concentração. O DOE/FEMP (EUA, 2019) indica 20% menos reposição ao passar de 3 para 6 ciclos.
Com mais ciclos, a purga cai. Na mesma referência do DOE/FEMP (EUA, 2019), a redução da purga chega a 50%.
A osmose reversa pode recuperar parte da purga como água de reposição. O balanço entre água economizada e energia consumida é avaliado no projeto.
Menos incrustação e corrosão em tubulações, bombas e trocadores significa menos troca de componentes e menos paradas não programadas.
Água desmineralizada para enchimento e reposição de circuitos fechados, na especificação definida pelo fabricante do equipamento.
Dosagem automatizada, CLP/IHM e instrumentos de campo dão previsibilidade à operação e dados para acompanhar o consumo de água.
Projeto, fabricação, montagem, comissionamento, treinamento e manutenção com a mesma engenharia responsável.
Da entrada da água ao destino da purga: cada etapa protege a seguinte e reduz o consumo do resfriamento.
Coleta de amostras e testes de tratabilidade definem a qualidade da água de entrada, a meta do circuito e a rota de tratamento. É o ponto de partida de todo projeto da Filtrando.
Filtração multimídia, carvão ativado ou ultrafiltração retiram sólidos, cloro livre, matéria orgânica e microrganismos e protegem as etapas seguintes.
Abrandamento ou osmose reversa reduzem a dureza e os sais da água de reposição, para a torre operar com mais ciclos de concentração e menos purga.
A água tratada abastece a torre de resfriamento e o circuito de condensação. Circuitos fechados e resfriamento líquido recebem água desmineralizada.
Dosagem química automatizada, instrumentos de campo e purga controlada mantêm o circuito dentro dos parâmetros, com operação por CLP/IHM.
A osmose reversa pode recuperar parte da purga como reposição. O concentrado e os efluentes seguem para a ETE e para o destino adequado.
| Problema | Onde aparece | Tecnologia Filtrando | Efeito no consumo e na operação |
|---|---|---|---|
| Incrustação (cálcio e magnésio) | Torre de resfriamento, trocadores de calor e tubulações | Abrandamento ou osmose reversa na água de reposição | Permite mais ciclos de concentração: menos reposição e menos purga (WUE menor) |
| Sólidos, turbidez e colóides | Água de reposição e água recirculante | Filtração multimídia, filtração lateral ou ultrafiltração | Menos depósito e menos biofilme nas superfícies de troca |
| Sais dissolvidos (condutividade) | Reposição da torre e circuitos fechados | Osmose reversa e troca iônica com leito misto | Água desmineralizada na especificação do equipamento |
| Cloro livre e matéria orgânica | Entrada de membranas e resinas | Filtro de carvão ativado | Protege membranas e resinas e prolonga a vida útil |
| Purga e concentrado | Saída da torre e da osmose reversa | Osmose reversa de reúso e ETE | Reúso reduz o WUE; a energia da osmose eleva o PUE (DOE/FEMP, EUA, 2019) |
| Controle químico do circuito | Circuito de resfriamento e pré-tratamento | Unidade de preparo e dosagem automatizada | pH, incrustação e microbiologia sob controle contínuo |
| Captação própria (poço, rio) | Entrada de água bruta | ETA modular pressurizada | Água clarificada e desinfetada antes do condicionamento |
Da água de reposição ao destino da purga: a mesma engenharia de tratamento de águas industrial que a Filtrando aplica há 32 anos, dimensionada para o resfriamento do seu data center.
Água de reposição e reúsoMembranas semipermeáveis removem a maior parte dos sais da água de reposição e permitem recuperar parte da purga da torre.
Água de reposiçãoRemove cálcio e magnésio por troca iônica e reduz a incrustação em torres, trocadores de calor e membranas de osmose reversa.
Pré-tratamentoRetém sólidos em suspensão, material coloidal e cloro livre e entrega água límpida para as etapas seguintes e para o circuito.
Fontes alternativasBarreira de membranas contra sólidos, bactérias e vírus, que viabiliza poço e água de reúso e protege a osmose reversa.
Circuitos fechadosResinas catiônicas, aniônicas e leito misto produzem água desmineralizada para circuitos fechados e resfriamento líquido.
Captação própriaClarifica e desinfeta água de poço, rio ou represa em vasos pressurizados, para data centers com captação própria.
Purga e efluentesTrata a purga das torres, o concentrado da osmose reversa e outros efluentes, para lançamento conforme a legislação ou para reúso.
Controle do circuitoEstocagem, mistura e dosagem automatizada de anti-incrustantes, biocidas e ajustadores de pH, integradas a sensores e CLP.
Contingência e comissionamentoOsmose reversa móvel para demandas emergenciais, temporárias ou paradas programadas, sem investimento em ativo fixo.
O sistema de Desmineralização por Osmose Reversa força a água sob pressão por membranas semipermeáveis com poros de 10-6 a 10-7 mm, removendo a maioria dos contaminantes.
O sistema recebe dosagem de anti-incrustantes e/ou dispersantes evitando a precipitação de sais sobre as membranas. O enxágue com permeado é de grande importância para conservação das membranas livres de contaminações bacteriológicas.
Onde a osmose reversa entra no resfriamento do data center:
O sistema é dimensionado com base nos seguintes fatores:
O sistema inclui filtros de cartucho de 5 a 25 micras — última barreira física antes das membranas. O pré-tratamento pode incluir filtro de areia/antracito ou ultrafiltração, e filtro de carvão para remoção do cloro.
Não. Ela melhora a qualidade da água de reposição e reduz a carga de sais que entra no circuito, mas a torre continua precisando de controle de incrustação, corrosão e microbiologia. As duas frentes trabalham juntas.
Depende da água de entrada. O sistema inclui filtros de cartucho de 5 a 25 micras como última barreira antes das membranas, e o pré-tratamento pode incluir filtro de areia/antracito ou ultrafiltração e filtro de carvão para remover o cloro. O ideal é SDI abaixo de 3.
Sim, é uma das aplicações. O permeado volta como água de reposição e o concentrado segue para destino adequado. O DOE/FEMP (EUA, 2019) lembra que esse reúso economiza água, mas consome energia e pode piorar o PUE; por isso o balanço é avaliado no projeto.
O concentrado reúne os sais retidos e precisa de destino adequado: descarte autorizado ou tratamento em estação de efluentes antes do lançamento, observando a Resolução CONAMA 430/2011 quando o lançamento é em corpo receptor.
Pela análise da água a ser tratada e da sua aplicação, pela vazão necessária, pela qualidade da água de entrada e pela qualidade de permeado requerida. A Filtrando faz a coleta de amostras e a tratabilidade antes do projeto.
Sim. A Filtrando oferece locação de osmose reversa em unidade móvel para demandas emergenciais, temporárias ou paradas programadas.
Um sistema de abrandamento automático é a solução definitiva para eliminar a dureza da água, um problema silencioso que causa prejuízos significativos em processos industriais. A presença excessiva de íons de cálcio e magnésio resulta na formação de incrustações severas em tubulações, caldeiras, trocadores de calor e, principalmente, em membranas de osmose reversa. Consequentemente, isso leva à redução da eficiência energética, aumento dos custos de manutenção e paradas não programadas.
Nossa tecnologia de abrandamento protege seus ativos mais valiosos, garantindo uma operação contínua, segura e muito mais econômica.
Aplicações no resfriamento do data center:
O coração do processo de abrandamento é a troca iônica. O sistema utiliza um leito de resina catiônica para “capturar” os íons de dureza (cálcio e magnésio) da água e trocá-los por íons de sódio, que não causam incrustações.
1. Ciclo de Serviço (Abrandamento): A água dura passa pelo tanque contendo a resina catiônica. Durante este percurso, os íons Ca²⁺ e Mg²⁺ são retidos pela resina, enquanto os íons Na⁺ são liberados na água.
2. Ciclo de Regeneração (Automático): Após um determinado volume de água tratada (ou por tempo, dependendo da configuração), o controlador automático inicia o ciclo de regeneração. Uma solução de salmoura (cloreto de sódio) é aspirada e passa pela resina, “expulsando” o cálcio e o magnésio para o dreno e recarregando a resina com íons de sódio.
Não. Ele troca cálcio e magnésio por sódio; os demais sais continuam na água. Quando o objetivo é reduzir a salinidade total, entram a osmose reversa ou a desmineralização.
Com o aquecimento e a evaporação, cálcio e magnésio se concentram e precipitam como incrustação em trocadores e tubulações. A camada reduz a transferência de calor e aumenta o consumo de energia do resfriamento.
Quando a resina satura, o controlador inicia a regeneração: uma salmoura de cloreto de sódio passa pela resina, expulsa o cálcio e o magnésio para o dreno e recarrega a resina com sódio. O acionamento pode ser por tempo ou por volume.
De 2 a 3 bar. Projetos especiais são avaliados sob consulta.
Depende da dureza da água de alimentação. Em muitos casos o abrandamento é a principal linha de defesa contra o “scaling” nas membranas; a análise da água define se ele entra no pré-tratamento.
PRFV (fibra de vidro), aço carbono ou aço inoxidável, com resina catiônica fortemente ácida de alta capacidade e válvula de controle automática.
A filtração consiste na passagem de um líquido ou fluído através de um meio permeável que retém partículas sólidas sedimentáveis e flutuantes, material coloidal e em forma de flocos, além de adsorver cloro livre e cátions como ferro e manganês solúveis em filtros desferrizadores.
Com os sistemas de filtração a água fica límpida, sem cor, sem odor e gosto objetável, apta para a desinfeção microbiológica e outros tratamentos que exijam elevado padrão de qualidade. O sistema possui controle de lavagem em contrafluxo via válvulas multifuncionais manuais ou automáticas com programação em CLP/IHM.
Aplicações no resfriamento do data center:
Os sólidos em suspensão são retidos ao longo do meio filtrante pelo tamanho dos grãos e porosidade do material. A altura do leito filtrante é de fundamental importância para o bom desempenho dos filtros.
As retenções ocorrem mais fortemente nos primeiros centímetros, aumentando a resistência à passagem dos sólidos subsequentes. A escolha da taxa de filtração (velocidade de passagem) adequada é essencial para o projeto e operação do filtro.
O sistema possui controle de lavagem do material filtrante em contrafluxo e drenagem via válvulas multifuncionais, manuais ou automáticas, com programação em CLP/IHM das válvulas on-off dos filtros.
O filtro de areia/antracito retém sólidos em suspensão e flocos; o de carvão ativado adsorve cloro livre e compostos orgânicos. No pré-tratamento da osmose reversa, os dois costumam trabalhar em série.
É filtrar continuamente uma parcela da água que circula na torre, removendo sólidos que entram pelo ar e pela reposição. Ajuda a manter o circuito mais limpo; a vazão filtrada é definida no projeto.
A lavagem em contrafluxo é feita conforme a perda de carga ou por programação. Nos sistemas automáticos, o CLP/IHM comanda as válvulas on-off e executa a retrolavagem sem intervenção manual.
O cloro livre oxida e danifica as membranas de osmose reversa. O filtro de carvão ativado remove o cloro e protege as membranas.
Sim. A altura do leito é de fundamental importância para o desempenho dos filtros, assim como a escolha da taxa de filtração adequada.
Sim. Filtros desferrizadores adsorvem ferro e manganês solúveis, problema comum em água de poço.
O sistema de ultrafiltração é a barreira mais eficiente para sólidos em suspensão, bactérias, vírus, endotoxinas e outros patógenos, produzindo água de alta pureza e baixo SDI. O processo usa uma membrana semipermeável com poros de 10³ a 10⁶ Daltons, acionada por pressão hidrostática.
Este processo situa-se entre a microfiltração e a nanofiltração em termos de captura de partículas, e pode substituir ETAs convencionais com até 50% menos espaço físico de instalação.
Aplicações no resfriamento do data center:
A pressão hidrostática força o líquido pela membrana de fibras ocas de alta resistência mecânica (processo in/out). Principais recursos:
A ultrafiltração retém partículas, colóides, bactérias e vírus, mas deixa passar os sais dissolvidos. A osmose reversa remove a maior parte dos sais. Por isso a ultrafiltração costuma vir antes da osmose reversa.
É uma das etapas que viabilizam isso, porque entrega água de qualidade constante mesmo com variação na fonte. A rota completa, com ou sem osmose reversa, depende da análise da água e da qualidade exigida pelo circuito.
Por retrolavagem (backwash) e limpeza química (CEB) automáticas, que mantêm as membranas limpas de forma contínua.
Não. Ela opera em baixa pressão, abaixo de 2 bar, o que resulta em menor consumo energético.
A ultrafiltração pode substituir ETAs convencionais com até 50% menos espaço físico de instalação.
Em comparação com as ETAs convencionais, o processo elimina o uso de coagulantes. A injeção de coagulante é usada em casos específicos, como a remoção de arsênico.
O sistema de desmineralização de água por troca iônica remove os sais minerais dissolvidos — cálcio, magnésio, cloretos — prevenindo incrustações, corrosão e contaminação em caldeiras de alta pressão, turbinas e reatores.
As resinas de troca iônica liberam íons hidrogênio (catiônicas) ou hidroxila (aniônicas), capturando íons indesejáveis da água. A coluna polidora de leito misto produz água ultra-pura de até <0,1 μS/cm.
Aplicações no resfriamento do data center:
Etapa 1 — Tratamento Primário: Desinfeção microbiológica e filtração/clarificação para remover partículas em suspensão, cloro livre e matéria orgânica, protegendo as resinas.
Etapa 2 — Resinas de Troca Iônica: A coluna catiônica captura Ca2+ e Mg2+ (liberando H+); a coluna aniônica captura Cl- e SO4(2-) (liberando OH-). Os íons H+ e OH- combinam-se formando H2O pura.
Etapa 3 — Leito Misto: Resinas catiônicas e aniônicas misturadas removem íons residuais, garantindo pureza de até <0,1 μS/cm.
Regeneração: As resinas são regeneradas com ácido clorídrico (coluna catiônica) e soda cáustica (aniônica), restaurando sua capacidade de troca.
Quem define é o fabricante do equipamento e do CDU. A Filtrando dimensiona a desmineralização para atingir a especificação informada, com polimento em leito misto quando necessário.
Na água abrandada, só o cálcio e o magnésio foram trocados por sódio. Na desmineralizada, cátions e ânions foram removidos, e a condutividade fica muito baixa.
Com ácido clorídrico na coluna catiônica e soda cáustica na aniônica, o que restaura a capacidade de troca das resinas.
Resinas catiônicas e aniônicas misturadas removem os íons residuais e fazem o polimento final, com pureza de até <0,1 μS/cm.
Sim. Recomenda-se pré-tratamento para remover sólidos totais, matéria orgânica e cloro livre, protegendo as resinas.
Depende da salinidade da água, da vazão e da pureza exigida. Com águas de baixa salinidade, comuns no Brasil, a troca iônica é simples e econômica; com salinidade maior, a osmose reversa seguida de leito misto costuma ser a rota. A análise da água define.
A Estação de Tratamento de Águas Tipo Modular Pressurizada é projetada especialmente para a produção de água potável e industrial, com grande suporte para as variações nas características da água bruta. A fabricação dos vasos de pressão segue o código ASME (American Society of Mechanical Engineers), seção VIII, divisão 1.
As estações são projetadas para vazões inferiores a 150 m³/h e podem ser instaladas em paralelo para sistemas de maior capacidade, garantindo água cristalina, neutra e desinfetada ao final do tratamento.
Aplicações no data center:
O sistema recebe água bruta de qualquer procedência e entrega água cristalina, neutra e desinfetada. As etapas incluem:
A modularidade permite instalação em paralelo, superando o limite individual de 150 m³/h para projetos de maior capacidade.
Quando a água vem de captação própria e chega com turbidez, cor, ferro ou contaminação microbiológica. Se a fonte é a rede pública, o tratamento normalmente começa no pré-tratamento e no condicionamento.
As estações são projetadas para vazões inferiores a 150 m³/h e podem ser instaladas em paralelo para capacidades maiores.
Pela Lei 9.433/1997 (art. 12), a captação em corpo d’água e a extração de aquífero estão sujeitas a outorga, salvo os usos considerados insignificantes. Quem define é o órgão gestor de recursos hídricos.
Ela é indicada para locais com restrição de espaço físico, porque trabalha sob pressão em vasos compactos.
Tratamento físico-químico sob pressão, coagulação e floculação, decantação e filtração e, por fim, desinfeção.
Sim. A Filtrando executa automação de sistemas novos e existentes, com operação por CLP/IHM.
Garantir a conformidade ambiental e otimizar os custos operacionais são desafios constantes para o setor industrial. Uma estação de tratamento de efluentes industriais (ETE) robusta e bem dimensionada é a solução definitiva para tratar os despejos líquidos gerados em seu processo produtivo, evitando multas e transformando um passivo ambiental em um ativo estratégico, como a água de reuso.
A Filtrando é especialista no desenvolvimento de sistemas de tratamento físico-químico, projetados sob medida para as características específicas do seu efluente. Nossas soluções podem operar de forma contínua ou por bateladas, garantindo máxima eficiência e adequação às normas vigentes.
Aplicações no data center:
1. Equalização e Homogeneização: O efluente bruto é recebido em um tanque de equalização, onde vazão e carga poluente são homogeneizadas.
2. Coagulação Química: O efluente recebe a dosagem precisa de um agente coagulante, que desestabiliza as cargas das partículas e coloides suspensos.
3. Floculação: Um polímero auxiliar (polieletrólito) é adicionado sob agitação lenta, criando flocos maiores, mais densos e pesados.
4. Decantação ou Flotação: Em um Decantador Lamelar, os flocos sedimentam pela gravidade; em um Flotador por Ar Dissolvido (FAD), microbolhas levam os flocos à superfície.
5. Tratamento e Desidratação do Lodo: O lodo é adensado e pode ser desidratado em equipamentos como o Filtro Prensa, reduzindo volume e custo de descarte.
Depende da composição da purga e da autorização do órgão ambiental ou da concessionária. Para corpo receptor, valem os padrões da Resolução CONAMA 430/2011; a caracterização do efluente define se é preciso tratar antes.
Vazão do efluente, caracterização físico-química (DBO, DQO, pH, sólidos, óleos e graxas), legislação ambiental aplicável e área disponível para instalação.
Pode, desde que passe por polimento final. Integrar uma osmose reversa após a ETE é uma estratégia para fechar o ciclo da água em torres de resfriamento.
O lodo é adensado e pode ser desidratado em filtro prensa, o que reduz o volume e o custo de transporte e descarte em aterros licenciados.
No decantador lamelar, os flocos sedimentam pela gravidade; no flotador por ar dissolvido, microbolhas de ar levam os flocos à superfície. A escolha depende da densidade dos contaminantes.
Sim. As soluções podem operar de forma contínua ou por bateladas, conforme a geração de efluente.
A eficiência e a segurança em processos industriais dependem diretamente da precisão na dosagem de reagentes. É por isso que os sistemas de preparo de produtos químicos da Filtrando são essenciais para operações que exigem controle rigoroso e automação. Nossas soluções, projetadas sob medida, garantem a diluição e a mistura correta de substâncias para aplicações críticas, desde o tratamento de águas até processos produtivos complexos, assegurando consistência, repetibilidade e conformidade regulatória.
Aplicações no data center:
Um sistema robusto e confiável é composto por componentes integrados que trabalham em harmonia para entregar a solução química na concentração e vazão exatas. Os componentes chave incluem:
Anti-incrustantes, biocidas, ajustadores de pH, coagulantes e outros reagentes, conforme o processo. Tanques, tubulações e vedações são escolhidos pela compatibilidade química com cada produto.
Com base em análises laboratoriais, como o Jar Test, e nos requisitos específicos do processo.
Sim. O nível de automação vai de sistemas manuais a soluções 100% automatizadas com monitoramento remoto.
Bacias de contenção, sensores de nível, alarmes e sinalização de segurança conforme a NR-26.
Um pré-tratamento inadequado leva à incrustação e danifica as membranas, com custo alto de manutenção e substituição. A dosagem precisa de anti-incrustantes, biocidas e ajustadores de pH protege o investimento.
Bombas dosadoras de precisão, que levam a solução do tanque de preparo ao ponto de aplicação com exatidão.
Sua indústria demanda água de alta pureza com urgência? A locação de osmose reversa da Filtrando é a solução ideal. Nós fornecemos sistemas móveis e eficientes para atender necessidades emergenciais ou temporárias. Consequentemente, você garante a continuidade da sua produção sem grandes investimentos em ativos fixos. Este serviço flexível entrega água tratada com a máxima qualidade, diretamente em sua planta.
Aplicações no data center:
Primeiramente, aplicamos alta pressão na água de alimentação. Essa pressão força sua passagem através de membranas de osmose reversa semipermeáveis. Dessa forma, as membranas retêm sais, minerais, vírus e outras impurezas. O resultado é a produção de água desmineralizada de altíssima pureza, também conhecida como permeado. Além disso, o fluxo de rejeito, ou concentrado, descarta as impurezas retidas de forma segura.
Cada projeto de locação de osmose reversa é único. Avaliamos a qualidade da sua água de alimentação e a vazão necessária para seu processo. Além disso, consideramos a pureza final desejada para sua aplicação específica.
Para necessidades emergenciais ou temporárias e paradas programadas, quando é preciso água tratada sem investir em um sistema fixo.
A equipe especializada da Filtrando cuida da instalação, da operação e do suporte técnico.
Pela qualidade da água de alimentação, pela vazão necessária e pela pureza final desejada para a aplicação.
O pré-tratamento é avaliado em cada caso, porque protege as membranas contra incrustação, oxidação e danos. A necessidade depende da água de alimentação.
Água desmineralizada de alta pureza (permeado), conforme o dimensionamento do projeto.
Para demandas temporárias, emergenciais ou paradas programadas, a locação elimina o custo de aquisição e manutenção de um sistema próprio. Para demanda contínua, a planta fixa costuma ser a solução; a Filtrando ajuda a comparar os dois cenários.
A habilitação exige WUE de até 0,05 L/kWh, com aferição anual e relatório público. Comece pelo que está ao seu alcance hoje: a qualidade da água de reposição e o destino da purga.
Atendemos grandes empresas de todos os segmentos industriais em todo o Brasil.




















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A Filtrando Engenharia, Fabricação e Montagem é uma empresa especializada em oferecer soluções completas e integradas para o mercado industrial, atuando desde a fase de concepção e projeto até a instalação, comissionamento e treinamento dos profissionais responsáveis pela operação e manutenção dos sistemas de nossos clientes.
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“A Filtrando não nasceu para vender equipamentos. Nasceu para resolver problemas críticos de água.”Fernando Lima, fundador da Filtrando Engenharia
Respostas diretas, com a fonte de cada número.
Tratamento de águas para data centers é o conjunto de processos que prepara a água usada no resfriamento (reposição de torres, enchimento de circuitos fechados e reúso da purga) para evitar incrustação, corrosão e crescimento biológico, reduzindo o consumo de água sem perder capacidade de troca térmica. Inclui pré-tratamento, condicionamento (abrandamento ou osmose reversa), desmineralização, controle químico e tratamento de efluentes.
Principalmente pelo resfriamento. Em sistemas evaporativos, a torre de resfriamento rejeita o calor dos servidores evaporando parte da água; para manter os sais sob controle, outra parte é drenada como purga. A água perdida por evaporação e purga é reposta continuamente, e é essa reposição que pesa no consumo do data center.
Depende do tipo de resfriamento, do clima e da carga de TI. Como referência, o Lawrence Berkeley National Laboratory (2024) estimou que os data centers dos EUA consumiram diretamente cerca de 66 bilhões de litros de água em 2023, com WUE médio pouco acima de 0,36 L/kWh. Sistemas a ar ou em circuito fechado evitam a evaporação da torre e, por isso, tendem a consumir menos água no local.
WUE (Water Usage Effectiveness) é o volume anual de água usado no local, em litros, dividido pela energia anual consumida pelos equipamentos de TI, em kWh (definição usada pelo U.S. DOE/FEMP, 2019). Exemplo: 36 milhões de litros por ano para 100 milhões de kWh de TI resultam em WUE de 0,36 L/kWh. Quanto menor o WUE, mais eficiente o uso de água.
A Lei 15.504/2026, que institui o Redata, inclui entre os compromissos para a habilitação apresentar WUE igual ou inferior a 0,05 L/kWh, com aferição anual, e publicar relatório com o indicador. A condição vale para quem pede o benefício, e os detalhes dependem de regulamentação. Chegar a esse patamar depende do projeto de resfriamento como um todo, e não só do tratamento de águas.
Operando com mais ciclos de concentração. Para isso, a água de reposição precisa entrar com menos dureza e menos sais (abrandamento ou osmose reversa), e o circuito precisa de controle químico e filtração. Segundo o DOE/FEMP (EUA, 2019), passar de 3 para 6 ciclos reduz a água de reposição em 20% e a purga em 50%.
Ciclos de concentração indicam quantas vezes os sais dissolvidos se concentram na água que circula na torre em relação à água de reposição. Quanto mais ciclos, menos purga. O limite depende da qualidade da água de reposição e do controle de incrustação e corrosão no circuito.
Pode, desde que a água seja tratada até a qualidade exigida pelo circuito. Ultrafiltração e osmose reversa viabilizam o uso de água de poço, de reúso ou da própria purga. O Google, por exemplo, informa em sua página sobre uso de água (consultada em 22/10/2026) que busca resfriamento a ar ou água reciclada em locais de alto risco hídrico.
Água desmineralizada ou de osmose reversa, na especificação definida pelo fabricante do equipamento e do CDU. Ela reduz o risco de incrustação e corrosão em placas frias e trocadores. A Filtrando dimensiona a desmineralização, com polimento em leito misto quando necessário.
Pela Lei 9.433/1997 (art. 12), a captação em corpo d’água, a extração de aquífero e o lançamento de efluentes estão sujeitos a outorga, mas os usos considerados insignificantes são dispensados, conforme regulamento. Quem define é o órgão gestor de recursos hídricos. O lançamento segue também os padrões da Resolução CONAMA 430/2011.
Depende da vazão, da qualidade da água bruta, da meta de consumo de água e do nível de automação. Por isso a Filtrando começa pela coleta de amostras e pela tratabilidade e só então apresenta o projeto e o orçamento. Envie os dados da sua operação pelo formulário para iniciar.
Sim. A Filtrando tem engenharia e fabricação próprias em Mauá (SP) e atende indústrias em todo o Brasil e na América Latina. Para data centers, aplica a mesma engenharia de sistemas de tratamento de águas industrial, com projeto, fabricação, montagem, comissionamento, treinamento e manutenção.
Atualizado em . Dados de mercado dos EUA estão identificados como tal.
Conte como é o resfriamento da sua operação. Um especialista da Filtrando analisa o cenário e retorna com o próximo passo.
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